terça-feira, 6 de março de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

15 ANOS SEM CHICO

     O ovni que aterrissou sobre nossas cabeças no ano de 1994 causou mais estranheza pela proximidade do que pelo inusitado.
Chico Science e a Nação Zumbi joga a última pá de cal no moribundo Rock Brasil. Os anos 80 e seus principais expoentes já não mais davam no couro, Paralamas, Titãs, Ultraje, Legião. Kid Abelha, todos agonizando já com cara de flash back. Os anos de 1990 começaram tenebrosos, uma onda bizarra de bandas covers no lugar das novidades.
Eu estava numa boate em Goiânia chamada "Casa Nostra" quando as alfaias começaram a tocar, guitarra a la Hendrix e algo entre o RAP e a embolada anunciava "A CIDADE" de Recife com suas ladeiras e pontes, urubus e lixões, coletivos e automóveis, policiais e  camelôs.
   Ali eu senti que uma nova era se apontava!
A familiaridade com temas cotidianos de sua aldeia era tudo que a geração anterior renegava, porém
CSNZ era Pernambuco falando para o mundo! Nele cabia Jamaica, Londres, Montown, Brooklin, Zona da mata, o quintal de casa.
 Comparados aos Tropicalistas os caranguejos com cérebro se armaram de baixa tecnologia pra criar groovies, loops, riffs, levadas, ritmos e poesias pra um universo de literatura de cordel com sotaque carregado de orgulho. DA LAMA AO CAOS fecha as portas do rock balada e aponta pra caminhos pouco explorados na música brasileira.
Planet Hemp, Mundo Livre S.A. O Rappa, Mestre Ambrósio, Raimundos, Lenine, Pedro Luis e a Parede, Otto, Dj Dolores, Racionais, são alguns dos nomes que apontam nesses novos caminhos. Mas além dos contemporâneos, abre-se o leque da diversidade que vai da música eletônica, regional, das misturas esquizitas, da MPB, da black music, Dub, pipocam por todos os cantos.
Sai o eixo Rio/São Paulo e Pernambuco volta á tona de maneira gloriosa.
    Organizar o passado é uma evolução musical!
Luis Gonzaga, Capibe, Caju e Castanha, Jackson do Pandeiro, Alceu, na linha evolutiva!
O Capiberibe cruzando com o Mississipe em águas tão similares, tão próximas parecia impensável.
A dominação Hi-Tec de Chico Science começou gravando umas fitas k-7 da Nação e repassando no porto de Recife onde marinheiros que por lá desciam pra beber e namorar as prostitutas nos quartos improvisados, chocavam com aquela musica  ouvida nas jukebox entre Reginaldo Rossi e Amado Batista.
Laboratório mais que popular  pra testar o poder de fogo do  manguebit. Em pouco tempo CSNZ gravam por uma major seu manifesto e outras partes do mundo ouve o eco.

 

 Chico morreu aos 30 anos de acidente de automóvel indo de Olinda pra Recife pra tocar no trio elétrico de Alceu Valença no carnaval de 1997. Deixou dois discos  fundamentais e uma lacuna na recente história da musica brasileira.

domingo, 15 de janeiro de 2012

CANTO DE OURO 2012

Essa semana no projeto "Canto de Ouro" que acontece nos dias 19, 20 e 21 de janeiro no Goiânia Ouro, estarei apresentando com meu brother e parceiro Diego de Moraes, com a Diva da voz de todas as línguas, Claudia Vieira e com a cantora Karine Serrano. Vale a pena conferir um pouco do trabalho de cada um e as coisas feitas em grupo.
Itamar Assumpção, Ataulfo Alves, Caetano Veloso, Mutantes, entre outras interpretações farão parte desse encontro.  

sábado, 26 de novembro de 2011

COM AS CORDAS SOLTAS

Chorinho, 25/11/11.
Eu e o ego + cipó.
Vulgo
Kleuber Garcez, Diego de Moraes e Fernando Assis.
Soltos no trapézio sem rede. Cada canção um salto mortal, cada aplauso um alívio.
Mas terminar o chorinho e um morador de rua me abordar dizendo que, além da pinga queria um abraço porque deixamos ele emocionado por demais, me levou as lágrimas.
O que eu entendo por canção popular passa por esse viés.
...
É preciso interferir, incomodar, tirar da zona de conforto, apontar caminhos, por pra pensar, pra refletir, mostrar o feio, o bonito, emocionar a qualquer pessoa independente de classe, raça, crença, incorporar as diferenças sem que haja estranhamento.
Obrigado aos amigos que prestigiaram, aos que não chegaram a tempo e aos que nao puderam ir.
Estamos todos juntos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

QUANDO A LUZ ACENDER



Uma cena de cinema com beijo, com final feliz
O mocinho é o bandido que rouba o coração da atriz
Arrepia quando toca o tema de amor, ilusão... é de faltar o ar

Todo drama, toda trama, comédia da vida real
Embarcamos na aventura, na luta do bem contra o mal
Bom mesmo é ser o protagonista do amor em cartaz, quando o amor se faz
Pipoca, refrigerante,
a luz vai apagar pra gente ver
A vida mais bela na tela
Pra viver a fantasia, de ser o que não se pode ser
Ser estrela, ser poema, ser nós dois quando a luz se ascender

Kleuber Garcêz

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pó de ser na revirada e na conexão vivo


PÓ DE SER na revirada cultural dia 7 de setembro ás 18:00h
no parque vaca brava.

E até sexta dia 2 de setembro tem votação popular pra seleção final, votem

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Se Você Não Vem

Se você não vem, não vem a AMMA,
nem os bombeiros, nem o IBAMA
SE você não vem, nem a roupa da cama,
de tão esticada reclama
Se você não vem, o rádio mudo
 murmura e não toca
nem Sade, nem Kátia B, só saudosa maloca
Se você não vem, não existe troca,
parede branca me sufoca
papel em branco permanece,
se você não vem...
esquece!